“Call me by your name”.

I have loved you for the last time
Is it a video? Is it a video?
I have touched you for the last time
Is it a video? Is it a video?

O que ficou na minha memória, depois de ter visto “call me by your name”? A luz. Toda a luz que entra pelas janelas, pelas portas, numa casa de férias, e que banha toda a paisagem.

Um Verão, o primeiro amor, e o império dos sentidos.
Pinta-se um verão lânguido, onde a natureza espelha um amor; onde o tempo parece infinito, que é preenchido com livros, com música; onde se dança ao som do êxito “love my way” ; onde a pele é um caminho por descobrir ; onde o calor está num escorregar de óculos ; onde uns pés permanecem num tanque…
Não se passa nada, mas está tudo a acontecer.
Como aquela escultura sepultada no mar e resgatada, de beleza intemporal, um tempo sem tempo. ( e lembrei-me, logo ,desta cena, em “A Viagem a Itália”).

“Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio” (Heráclito).

(Um livro da Sophia poderia estar em cima de uma daquelas mesas e não seria um erro de cenografia.)

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